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Sorrindo como os animais

O novo livro do biólogo holandês Franz De Waal comprova o que muitos donos de animais de estimação desconfiavam: os animais apresentam emoções semelhantes às dos seres humanos

O primeiro a falar sobre as emoções dos animais foi o biólogo Charles Darwin, autor da bíblia da evolução, “A Origem das Espécies”, em 1859. Em 1872, o cientista britânico publicou “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, descrevendo como outros primatas empregavam expressões faciais semelhantes a dos humanos em situações marcadas pela forte emoção.

Há cientistas que discordam de Darwin, mas o lançamento de “O Último Abraço da Matriarca – As Emoções dos Animais e o que Elas Revelam Sobre Nós”, novo livro do primatólogo holandês Frans De Waal, desmente essas teorias contrárias e argumenta que nós não somos a única espécie com a capacidade de amar. A oposição entre as correntes surge da dificuldade em classificar o que é emoção. Além de exemplos práticos, De Waal defende a diferenciação entre emoções de sentimentos. Sentimentos, segundo ele, são estados subjetivos internos conhecidos apenas por aqueles que o possuem – e só podem ser conhecidos pelo outro quando expressados de forma clara. Já as emoções são estados corporais e mentais – raiva, medo, desejo sexual, afeto – que provocam mudanças no comportamento. Elas são desencadeadas por estímulos e detectáveis externamente pela expressão facial, gestos, odor e assim por diante.

A obra de De Waal tem um objetivo ambicioso: jogar luz sobre nossa própria existência como espécie, além de expor como tudo isso influencia a estrutura complexa de nossas sociedades. Os exemplos são quase infinitos: apesar dos primatas, as emoções estão em todo o reino animal, dos peixes às aves, dos insetos aos moluscos.

Para os leigos, os trechos mais interessantes são os exemplos práticos. O título do livro baseia-se no episódio ocorrido com o professor Jan van Hooff, quando o biólogo fez uma última visita a Mama, uma velha chimpanzé que estava prestes a morrer. Hooff e Mama se conheciam há quarenta anos, período em que ele estudou o comportamento da grande primata. Ao ver o sofrimento do animal, Hooff entrou na jaula para confortá-la. Ele sabia que, mesmo doente, uma chimpanzé poderia facilmente matar um homem. O que ocorreu foi o contrário: quando Hooff se aproximou, Mama abriu um sorriso e o abraçou, despedindo-se do velho companheiro. Ela morreu dias depois.

O gesto de mostrar os dentes dos primatas, inclusive os humanos, pode significar submissão, mas também empatia com o outro.

Quem tem cães em casa percebe que eles têm consciência quando fazem algo errado. Quando são repreendidos, os “culpados” se recusam a olhar nos olhos do dono e adotam uma postura submissa. O antropólogo Daniel Fessler, especialista em vergonha humana, compara a aparência universal de encolhimento à de um subordinado que enfrenta o dominante contrariado. Outros animais conseguem controlar suas emoções: em um teste clássico, é prometido a crianças que elas ganharão dois doces se esperarem para comer o doce que está no prato. Elas se controlam – o mesmo aconteceu com primatas e até com um papagaio, que suportou a fome para receber a recompensa dobrada. Casos não faltam, como o cão enlutado que insiste em permanecer ao lado do caixão do dono, ou a tradição dos elefantes, que costumam revisitar os ossos de animais da comunidade que já morreram. Após aceitar que os animais são capazes de sentir emoções, só nos falta uma coisa: garantir que eles sejam tratados com respeito e dignidade.

“A ciência das emoções será a próxima vanguarda no complexo estudo do comportamento animal” Frans de Waal, primatólogo

RISADAS 
Chimpanzés: grandes primatas usam expressões faciais, gestos e posturas para se comunicar.

LIDERANÇA 
A expressão “macho alfa” vem da pesquisa com lobos e designa o animal no topo da hierarquia da alcateia.


FOTOS DA MATÉRIA


Fonte: https://istoe.com.br/



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